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Relato de um recomeço ❤

 

 

Nesta semana é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. O dia 4 de fevereiro serve para alertar à prevenção da doença, incentivar um estilo de vida saudável e a busca por um diagnóstico precoce, mas acima de tudo, inspirar os pacientes já diagnosticados e suas famílias a ter esperança.

 

 

Os tratamentos evoluíram muito e continuam evoluindo a cada ano. Apesar de ser uma jornada muito árdua, histórias de pessoas que venceram o câncer aumentam cada vez mais, provando que pode sim haver muita vida após a doença e que vale à pena continuar lutando mesmo quando a batalha parecer perdida.

 

 

Pensando em histórias inspiradoras, decidimos compartilhar com todos o que aconteceu com João Victor, uma criança que precisou lidar com o câncer ainda aos 3 anos de idade. Em entrevista, a mãe de João, Natália Limana, 29, nos fez um relato emocionante desta trajetória.

 

 

“O João Victor, sempre foi cheio de saúde, raramente ficava doente. Em fevereiro de 2013 ele havia começado ir pra escolinha, e no mês seguinte completou três aninhos. No aniversário dele compramos uma bicicleta, nós e meus pais, e demos pra ele. Uns dias depois ele caiu da bicicleta e bateu o guidão na barriguinha dele, mas na hora estava tudo normal, chorou um pouco e só, não ficou inchado, nada, tudo normal. Depois de mais algumas semanas ele começou a reclamar de dor na barriga, levamos ele em diversos pediatras e ninguém encontrava nada”, narrou Natália.

 

 

Segundo a mãe de João Victor, os primeiros obstáculos que encontrou foi diagnosticar corretamente o que a criança tinha. Foi preciso literalmente brigar e tomar decisões seguindo a intuição materna para conseguir o diagnóstico preciso. Alguns meses mais tarde, João passou muito mal, vomitava e sentia forte cansaço nas pernas. Natália por conta própria pediu um ultrassom e descobriu que seu filho apresentava Tumor de Wilms.

 

 

Natália e o esposo, Wellington, 33, não queriam acreditar que se tratava de um câncer, mas o diagnóstico foi confirmado pela pediatra. Assim, no mesmo dia, a família decidiu buscar tratamento em Porto Velho. “Foi uma correria! Amigos e parentes ficaram desesperados, foi tudo muito rápido”, afirma Natália.

 

 

O hospital aceitava apenas um acompanhante, por isso Wellington voltou ao trabalho em Ariquemes e João ficou internado com a mãe na capital. Após semanas sem nem mesmo conseguir realizar um exame e sem médicos para atender Natália confessa que perdeu a paciência e “fez um pequeno barraco”, segundo ela. A mãe precisou ir ao diretor do hospital buscar uma solução e sua fé a manteve de pé. Natália diz que orou a Deus pedindo por um milagre para ajudá-la.

 

 

 

 

E a resposta veio! No dia seguinte um médico examinou João Victor e agendou a cirurgia. “Ele nos deu alta e a cirurgia estava marcada para uma semana a partir dali, mas quando já estávamos na estrada, voltando para Ariquemes, uma médica nos ligou pedindo para voltar porque conseguiram adiantar a cirurgia para o dia seguinte”, relata a mãe.

 

 

Natália diz que conversava sempre com o filho sobre o que estava acontecendo. Explicou para o menino que ele estava “dodói”, que ficaria carequinha e passaria alguns dias no hospital. A mãe afirma que o filho sempre teve uma postura madura diante de tudo, mas como muitas crianças nesta situação, não compreendia exatamente a gravidade do caso.

 

 

Após a cirurgia e biópsia, João iniciou o tratamento de quimioterapia. A mãe relembra: “era forte demais, ele emagreceu muito, teve muita afta, sofreu bastante, perdeu cabelo”. Para fazer com que ele se sentisse melhor em relação à perda de cabelo, o pai e o avô também rasparam a cabeça. Natália disse que faria o mesmo, mas o filho não deixou! Assim, pai, avô e João uniram as três gerações ao se tornarem os carequinhas da família.

 

 

O câncer apresenta fases muito difíceis para o paciente, mas é preciso olhar para a família e acompanhantes também, já que o ambiente hospitalar pode ser muito triste e muitas vezes são necessários muitos sacrifícios pessoais, por isso os acompanhantes também precisam de apoio para manter a saúde emocional. Natália ainda lembra da data da primeira quimio de João, pois foi um dia antes de seu aniversário, que ela comemorou no hospital, ao lado do filho.

 

 

 

 

Apesar da dificuldade, ela afirma que “Deus colocou mais anjos na nossa vida, e encontramos um Hospital em Cascavel no Paraná que aceitou a transferência do João Victor, no final de setembro. E como são as coisas, os parentes da parte do meu pai, moram quase todos lá em Cascavel.” E as coincidências não param por aí! Uma prima de Natália é enfermeira neste mesmo hospital há mais de 20 anos. “Na época a gente era tão leigo em tudo, nem lembrava desse hospital”, complementa.

 

 

A família deixou tudo para trás e mudou para Cascavel. Recomeçaram a vida por lá. Wellington precisou encontrar um novo emprego e Natália sua faculdade de direito, que faltava apenas um semestre para finalizar. Ela conta que deixaram móveis, casa, tudo em Ariquemes. Porém a nova fase em Cascavel trouxe muitas recompensas.

 

 

De acordo com a mãe, João Victor foi muito bem tratado, refez todos os exames, recebeu diagnósticos ainda mais precisos e reagiu de maneira positiva a todo o tratamento. “Ele era o garoto propaganda do hospital! Sempre alegre, sorridente, cheio de vida. O garoto sorriso!”.

 

 

Quando terminou o tratamento de João, a família voltou a Ariquemes e retomou a vida aqui. João Victor voltou à escola e hoje, aos 9 anos, o “garoto sorriso” que adora jogar bola tem uma vida normal. No início fazia revisões 4 vezes ao ano, depois passou para 2 e hoje vai uma vez por ano a Cascavel checar se tudo está bem.

 

 

 

 

“Ele foi uma criança muito forte!”, afirma Natália, que deixa ainda uma mensagem para aqueles que estão iniciando ou passando por essa mesma jornada: “À todos que estão passando por isso, não desistam! Deus está com cada um de vocês, ele opera milagres onde ninguém mais vê solução. Que todos tenham muita força e muita fé em Deus, pois a vitória pode demorar, mas ela chega, na hora certa ela vem!”

 

 

 

Escrito por: Lívia Miranda

 

 

 

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